Estresse pós-traumático: conheça os sinais de alerta

Uma realidade dos dias atuais, o estresse pós-traumático é desencadeado por situações extremas sofridas pelas pessoas, tais como assaltos, abusos de vários tipos, catástrofes, etc. Alguns estudos científicos apontaram que cerca de 20% dos indivíduos expostos a estas formas de ocorrências, estão propensos a desenvolverem a síndrome.

Conhecido cientificamente pela sigla TEPT (transtorno do estresse pós-traumático), o distúrbio costuma aparecer logo após a exposição a acontecimentos que instantaneamente gerem algum tipo de sobrecarga de ansiedade. Os sinais de que a doença está se instalando, envolvem fenômenos de ordem psíquica, física e emocional. De acordo com a psicóloga Marina Arnoni Balieiro, que atende no Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, a pessoa que desenvolve tal distúrbio pode vivenciar a mesma experiência traumática de maneira reiterada, por meio de lembranças e pesadelos.

Conforme a especialista, o paciente sente a necessidade de manter-se longe de qualquer tipo de situação que remeta ao ocorrido, além de apresentar menor afeto por tarefas ou pessoas. A semelhança com outras doenças pode ocorrer em virtude de sintomas que o indivíduo possa ter, como por exemplo, crises de pânico, alterações significativas no humor, dificuldades para se ter uma noite tranquila de sono e constante irritação.

Quadros súbitos de depressão, medo constante e sensação de impotência frente a perigos hipotéticos, também são sintomas característicos. Para a psicóloga, a angústia decorre principalmente das lembranças involuntárias que a vítima desse tipo de circunstância tem. Ela enfatiza que o transtorno pode se instalar de duas maneiras. A primeira delas, costumeiramente surge em um período de quatro meses e possui caráter crônico. Já nos casos em que os sinais surgem somente após seis meses, denomina-se o processo como tardio.

Mesmo sem terem passado por situações negativas, há o risco de algumas pessoas desenvolverem o TEPT de forma indireta, explica a profissional do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. De acordo com Marina, quem avistou o acontecimento traumático ou ajudou no socorro de vítimas, não está imune a esse tipo de mal. Ela ressalta, porém, que não há como se saber ao certo quem será afetado por tais circunstâncias, uma vez que os indivíduos apresentam diferenças psíquicas entre si.

A especialista cita que já existe a preocupação em se prestar atendimento psicológico para vítimas de tragédias de grandes dimensões tão logo elas tenham ocorrido, a fim de se evitar que este e outros tipos de distúrbio encontrem condições de se instalarem.

 

O tratamento deve ser constante e seguido de acordo com as orientações dadas pelo profissional de saúde, conclui.

 

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