Ganho com poupança é maior que a inflação há 9 meses e obtém resultado só superado em 2007

Tipos de investimentos financeiros existem vários, do Tesouro Direto às ações na bolsa de valores. No entanto, um desses tipos que certas vezes é desconsiderado, a tão conhecida poupança, teve recente valorização, mais especificamente um acúmulo que chegou a 8,34%. Isso em um ano, vale lembrar, e considerando-se apenas até o mês de fevereiro de 2017.

Comparação com a inflação oficial

Dizer apenas o que foi dito não garantiria alguma vantagem para os que usam da poupança, pois é quando se compara essa porcentagem com a da inflação oficial no mesmo período, que se nota o quão positiva foi a seus investidores. Se considerarmos que a porcentagem da inflação oficial foi de exatos 4,67%, temos aí um ganho real, em um ano, de 3,42%, assim que fechado o mês de fevereiro de 2017.

Desse modo, os resultados do cálculo realizado pela consultoria Economatica, por mais que estes alertem não bastar a mera subtração de uma porcentagem pela outra, ainda assim indicam um aumento no poder de compra dos que mantiveram suas economias em alguma poupança.

Comparativos com os anos anteriores dos nove meses positivos

Ainda segundo os resultados obtidos pelo cálculo da referida consultoria, esse último mês considerado, fevereiro de 2017, fechou um período de noves meses consecutivos de ganho acumulado nessa questão de ganhos mensais da poupança em relação à inflação oficial. Foi então de 6,20% o acúmulo e ganhos nesse referido período, que vai de junho de 2016 até fevereiro de 2017.

E, como de costume, foi comparada a porcentagem desse último ano com o histórico dos anos anteriores, levando-se à constatação de que essa situação não ocorria desde 2012. Nesse ano em específico, a poupança teve um retorno positivo durante 11 meses consecutivos, entre maio de 2011 e março de 2012, chegando então a um acúmulo de 6,82%. Apesar de que, por mais positivo que tenha sido esse período já citado, o recorde fica ainda com o mês de julho de 2014, quando o ganho de poder aquisitivo desse único mês foi de 0,60%.

A perda da poupança em números

Apesar dessa situação positiva para se deixar o dinheiro na poupança, tem-se retirado mais valores do que depositado. É o que informa o Banco Central, ao menos. Segundo o BC, a diferença entre os saques e depósitos chegou a R$ 1,67 bilhão. Tal quantia, no mesmo mês, só foi superada anos antes, em 2014, quando chegou-se a R$ 1,85 bilhão.

Essa é uma tendência verificada desde o início da recessão econômica, lá pelo ano de 2015, posto que ao aumentarem as dívidas, os investidores precisam então sacar mais e mais dinheiro da caderneta para poderem cobri-las. Dívidas essas, vale pontuar, que são fruto de um cenário de aumento do desemprego, além de queda de renda.

Em números, no ano de início da crise, 2015, foram R$ 53,5 bilhões que deixaram a poupança. Já no ano seguinte, 2016, a diferença entre saques e depósitos chegou R$ 40,7 bilhões a mais para os primeiros.

 

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