Buscando o sucesso por linhas tortas

No auge do sucesso muitos artistas do ramo musical esbanjam a quantidade de riquezas adquiridas do dia para a noite, no entanto a trajetória para o sucesso apresenta curvas mais tortuosas para alguns.

O Brasil possui um forte mercado musical, e o principal produto de consumo da população são os gêneros de massa, músicas com letras rasas acompanhadas de um refrão chiclete. As músicas produzidas para uma grande massa com a intenção de sucesso imediato possuem um prazo de validade curto, sendo assim rapidamente substituída por outra com a mesma funcionalidade.

Em meio a essa indústria cultural, produzindo conteúdo com foco essencialmente no retorno financeiro, existem músicos acreditando na importância desse ramo artístico para o desenvolvimento humano. Artistas independentes surgem cada vez mais, principalmente devido a facilidade de distribuir conteúdo com o suporte de plataformas como o YouTube, entretanto para viver da música é necessário possuir visibilidade, e depois de investir tempo e dinheiro o sucesso ainda é algo incerto.

Mesmo diante de tantas adversidades no cenário algumas bandas independentes conseguiram seu lugar ao sol, como é o caso de Supercombo, Maglore, Far From Alaska, Scalene, dentre outras bandas do cenário alternativo.

O cenário independente é tão vasto que existe um público voltado apenas para esse gênero musical. Como o objetivo da banda não é o consumo por um grande público, muitos arriscam um som experimental, letras ousadas, e até investem em temas pouco explorados pela indústria cultural.

Um cantor independente que foi capaz de atingir o sucesso após anos de trabalho, e depois de muito conteúdo produzido é o Criolo. Anteriormente conhecido como Criolo Doido, começou a produzir conteúdo em 1989 e permaneceu desconhecido até meados de 2000, apesar de possuir reconhecimento regional não havia obtido o sucesso desejado. Criolo é responsável pelo reconhecimento do rap no cenário musical brasileiro, no entanto suas músicas vão além do rap e transitam nos mais variados gêneros como é o caso do álbum Nó na Orelha (2011) que foi considerado o melhor álbum do ano em 2011 pela revista Rolling Stone.

Aos trancos e barrancos o cenário musical brasileiro vai tomando uma nova forma graças a produção de música independente, e no fim, mesmo que muitas bandas encerem suas atividades muito antes de atingirem a fama, elas são responsáveis por produzir um grande acervo de conteúdo musical.

 

 

 

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