Estudo diz que excesso de açúcar pode provocar depressão

Dietas calóricas e ricas em açúcar, como doces, refrigerantes e guloseimas em geral estão sendo associadas a doenças mentais, como depressão leve e ansiedade — foi o que concluiu um estudo da University College London, liderada pela pesquisadora Anika Knüppel.

O estudo, que foi publicado na revista Scientific Reports, contou com a participação de homens e mulheres, mas o resultado só foi observado no grupo de sexo masculino. No entanto, de acordo com os autores do estudo, é provável que o resultado também ocorra com mulheres — visto que em outras pesquisas já houve relação do açúcar com depressão no sexo feminino.

Segundo Anikka, os resultados mostraram esse efeito na saúde mental dos homens a longo prazo após consumo exagerado de variados alimentos contendo açúcar, como refrigerantes, doces, bolos, entre outros. Os pesquisadores recomendam um menor consumo destes alimentos industrializados e muito doces, a fim de melhorar a saúde mental.

Açúcar & depressão

Estudos desse tipo já haviam sido feitos anteriormente, relacionando-se o consumo de açúcar à depressão. Contudo, até então não se sabia se o problema mental estimulava o consumo de alimentos doces ou se o consumo elevado de doces levava à depressão.

Para saber se o alto consumo de açúcar é causa ou consequência de distúrbios mentais, foram analisados os dados de 8.087 pessoas com idades entre 39 e 83 anos durante 22 anos. Os resultados foram obtidos tendo por base questionários que abordavam a dieta e a saúde mental dos integrantes.

Para os pesquisadores, foi surpresa o fato de que o problema tenha apenas ocorrido em participantes do grupo masculino e disseram que não encontraram razão para tal resultado. No entanto, acham que não é impossível que esse resultado também se aplique a mulheres, visto que em outro estudo feito apenas com mulheres, em 2015, houve uma relação depressão e açúcar.

De acordo com a pesquisadora, existem explicações biológicas para o resultado do estudo. A mais importante seria o fato de o açúcar reduzir os níveis do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), que auxilia no desenvolvimento de tecidos cerebrais.

 

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