ONG quer coletar fezes de pessoas veganas para tratar doenças

Uma ONG que defende os direitos dos animais e que trabalha em pesquisas científicas, afirma que as bactérias recorrentes nas fezes de pessoas veganas são saudáveis. Essas bactérias teriam o poder de tratar doenças intestinais de outras pessoas, segundo afirma a ONG PETA.

Existe uma prática já utilizada conhecida como FMT, que é o transplante da microbiota do intestino. A ideia da ONG é utilizar as bactérias consideradas saudáveis de pessoas que levam uma alimentação vegana, e transplantá-las em pacientes doentes que estão em tratamento.

A única maneira de extrair a microbiota de um indivíduo, é com uma amostra de fezes recente. Em vista desta possibilidade de utilizar a FMT como uma ferramenta de intercâmbio de bactérias, foram criados os bancos de fezes, onde são armazenadas quantidades de fezes para serem utilizadas em transplantes e estudos. Nos Estados Unidos, já são comuns os bancos de fezes entre os cientistas, aqui no Brasil, essa prática de armazenamento ainda não foi explorada.

Para que isso realmente se torne realidade aqui no Brasil, a PETA diz que pretende começar a estocar as fezes de pessoas doadoras, e essas pessoas deverão ter alimentação vegana. A pergunta é, realmente as fezes vegana são melhores do que de pessoas que consomem derivados da carne?

“Uma dieta baseada em plantas e alimentos integrais leva ao crescimento das bactérias boas, o que, por sua vez, leva a uma melhora geral na saúde”, explica a médica da Junta Americana de Gastroenterologia, Angie Sadeghi.

Também o médico Michael Greger recomenda que as pessoas consumam em grandes quantidades, fibras provenientes dos vegetais para uma microbiota intestinal funcional e saudável. Os alimentos ideais para se buscar isso são: folhas verde-escuras, folhas em geral, brócolis, feijão, lentilhas, frutas da época e ervilhas. A lista vai muito além disso.

Mas alguns especialistas dizem que existem muitas especulações com relação a isso e que as pessoas devem buscar uma alimentação equilibrada.

“Eu vi alegações histéricas sobre como atletas de elite têm um super cocô que poderia tornar todos nós melhores em esportes. Olha, nós ainda não chegamos lá”, diz a médica Elizabeth Louise Hohmann, médica especialista em transplante fecal FMT.

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