Vacina sobre febre aftosa é discutida

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Mudanças na pecuária brasileira fazem parte da expectativa diante de uma situação turbulenta e repleta de denúncias. Em março, a operação Carne Fraca que expôs as irregularidades e provocaram uma mancha na imagem do setor acarretou em uma maior vigilância do mundo ao sistema de inspeção sanitária no País, responsável por permitir toda proteína animal embarcada nos portos nacionais.

A quantidade de carne que precisa ser inspecionada tem um grande volume, no ano passado foram comercializadas 6,7 milhões de toneladas de carnes, entre bovina, suína, de frangos e de outros animais, pelo valor de US$ 14,2 bilhões. No ano passado, a carne bovina arrecadou US$ 5,3 bilhões, nesse ano até o momento são totalizadas 651,8 mil toneladas por US$ 2,6 bilhões.

Em junho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, sigla em inglês), observando o grande volume de carne comercializada, suspendeu a entrada de carne bovina brasileira. O motivo de tal entrave foi a suspeita da qualidade do produto. O argumento foi os gânglios e os nódulos encontrados em parte das peças que já chegaram nos EUA, provavelmente ocasionados por uma reação do organismo dos animais à aplicação da vacina contra a febre aftosa.

A partir do momento dessa suspensão, uma discussão cresce ainda mais sobre um assunto que o Brasil precisa se decidir. Desde os anos 1890 com a chegada do gado europeu que trouxe a doença altamente contagiosa, permanece a questão se o país está de fato preparado para suspender a vacinação contra febre aftosa. É necessário analisar os resultados que poderiam ocorrer caso o maior rebanho comercial do mundo, de 217,5 milhão de bovinos, não tenha a aplicação anual das doses de cinco mililitros.

De acordo com Sebastião Guedes, presidente do Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa (Giefa), e vice-presidente de Relações Internacionais do Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC): “Risco zero não existe, mas o País já está preparado há muitos anos para suspender a vacinação”.

Para o diretor de Relações Institucionais do Minerva Foods, João Almeida Sampaio, ainda é preciso uma melhor análise sobre a vacina: “Antes de pensarmos na erradicação da vacinação, poderíamos melhorar a vacina com uma que só precisasse ser aplicada uma vez ao ano”.

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