Combate a tuberculose é desafiado com bactéria resiste ao tratamento

 

Especialistas na saúde vêm sendo desafiados com as bactérias da tuberculose que estão cada vez mais resistentes aos antibióticos utilizados no tratamento. Alguns países buscam maneiras de eliminar a doença e em outros, as bactérias mais resistentes fazem os cientistas buscarem por outras maneiras de combatê-las.

As pessoas com HIV e tuberculose devido à alta dosagem de medicamentos tendem a abandonar o tratamento e as consequências devido à baixa imunidade são grandes. Entre os casos de infecção no mundo inteiro, 34% são no Brasil, sendo que menos da metade dessas pessoas tomam os antirretrovirais.

Foram quase duas mil pessoas que desenvolveram a doença no Brasil nos últimos anos. Quase todos os medicamentos do tratamento têm uma resistência extrema pelo corpo testada e confirmada em dez pacientes no último ano, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde.

Em outros países como Peru, a organização já considera como uma epidemia a alta resistência aos antibióticos no tratamento da tuberculose, que está em uma alarmante forma de crescimento no país.

A organização alerta que essa é uma ameaça mundial e de acordo com estatísticas disponíveis, foram 600 mil novos casos de resistência ao antibiótico mais efetivo contra a doença, a rifampicina. Entre esses casos, aproximadamente 490 mil são resistentes a outras drogas utilizadas na terapia contra a doença.

Os dados mostram que foram mais de 700 mil mortes no mundo todo devido a resistência da doença ao tratamento. Se a tendência continuar, em 2050 serão 10 milhões de mortes devido à ineficácia dos antibióticos, o que seria uma pessoa a cada três segundos.

O tratamento é realizado com sete medicamentos combinados com alto custo financeiro, que podem chegar a uma soma mundial de US$ 100 trilhões. Existem vários estudos com o objetivo de tornar o tratamento mais curto e barato e com menos efeitos adversos para os pacientes, e alguns já vem apresentando resultados positivos na cura, porém, ainda não disponíveis no mercado.

Durante a 48ª Conferência Internacional sobre Doenças Pulmonares, realizada no México, algumas pesquisas desenvolvidas foram apresentadas. Em um dos estudos o tratamento a base de novas drogas aumentou seis vezes mais a chance de cura das pessoas infectadas pela tuberculose multirresistente.

 

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