No Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi aborda o caráter econômico da reforma previdenciária

A informação por parte do governo de que um pacote de reformas seria adotado nos meses futuros gerou comoção em diversos setores da sociedade. Até mesmo o segmento que cuida das instituições financeiras passou por algumas modificações em virtude da proximidade com esse tipo de assunto. Para falar sobre o tema, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, foi entrevistado pela revista Valor. Um dos primeiros pontos tratados pelo entrevistado foi o caráter de urgência que o executivo atribuiu às alterações do âmbito previdenciário, uma vez que outros setores sociais estão de alguma maneira relacionados com o modo como as pessoas se aposentam na atualidade.

Luiz Carlos Trabuco Cappi explicou que o pacote de novas regras previdenciárias possivelmente levará um período considerável de tempo até que comece de fato a valer para os cidadãos que se aposentarão. Além disso, o gestor máximo do Bradesco esclarece que a decisão de quando isso realmente irá acontecer deve surgir exclusivamente dos operadores do governo, já que estes são absolutamente capazes de escolher um momento ideal para tal. O executivo, no entanto, não vê impedimentos para que isso ocorra já em 2018, possivelmente no período que antecederá as eleições.

Pelo fato de atuar no segmento de instituições bancárias, a entrevista concedida por Luiz Carlos Trabuco Cappi tratou principalmente das repercussões econômicas em face da iminência da reforma da previdência. Assim sendo, o executivo salientou que, do ponto de vista econômico, esse tipo de adequação proveniente do campo previdenciário seria importante para a manutenção da saúde financeira do Tesouro nacional. O presidente do grupo também ressaltou que as pessoas terão com isso uma maior garantia de que poderão se aposentar com todos os direitos resguardados.

O entrevistado assinalou que o andamento rotineiro da economia tem se mostrado mais dinâmico após o anúncio de que a previdência nacional passaria por alterações, de maneira que já se pode observar uma melhora generalizada no âmbito bancário. Percebendo que a classe empresarial tem aumentado seu interesse no que diz respeito à aquisição de capital de giro, o executivo atribui esse efeito à confiança resgatada pela possibilidade do país conseguir alcançar um estado de equilíbrio das contas de natureza pública.

A reforma da previdência, como explicou o presidente da organização, é determinante para que alguns avanços econômicos sejam consolidados, mas não se trata da única iniciativa governamental voltada também ao cenário bancário. Nessa ocasião da entrevista, Luiz Carlos Trabuco Cappi abordou a Agenda BC+, uma outra ação nacional que contempla a fluidez dentro do Banco Central. Além disso, a iniciativa tem o apoio do Sistema Financeiro Nacional para promover maior lisura nas transações financeiras de ordem pública.

Conforme foi pontuado pelo executivo, há a expectativa de que a economia brasileira atravesse um período de três anos com altas das taxas de juros. Mesmo não sendo considerada uma situação ideal pelos agentes econômicos, Luiz Carlos Trabuco Cappi aproveitou a circunstância para elucidar o que de positivo tem acontecido no campo econômico atualmente, já que a expectativa da reforma previdenciária tem trazido um certo alento às empresas que atuam no segmento financeiro.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *