Aumento do derretimento de geleiras preocupa comunidade global

Devido aos fatores ambientais e mudanças climáticas, o continente da Antártida perdeu quase três trilhões de toneladas de gelo em um período de 25 anos.

Os dados, publicados pela revista Nature, em um novo estudo, ainda apontam que a velocidade de derretimento das geleiras do continente estão aumentando. Com isso, o ritmo de elevação dos oceanos também é aumentando, alcançando a velocidade de 0,6 milímetros por ano. Há 5 anos, quando o último estudo a respeito desse tema foi concluído, a taxa de de elevação era três vezes menor, em torno de 0,2 milímetros anuais.

Notícias desse tipo tem causado grande preocupação global, principalmente entre os países costeiros e para ilhas habitadas. Nesses terrenos, uma pequena elevação marítima pode ser fortemente percebida, significando perda de terras e, em longo prazo, até mesmo o desaparecimento do território.

Além disso, a elevação do nível do mar, provocada pelo derretimento de geleiras, tem influenciado fortemente o ecossistema global. Animais que vivem em geleiras tem perdido cada vez mais espaço, por vezes menos que o necessário para suas existências, colocando suas espécies em risco de extinção. Biomas marítimos e florestais costeiros também são impactados: enquanto os primeiros sofrem desequilíbrios acentuados com a nova massa de água incorporada, os segundos correm risco de serem destruídos pelo avanço das águas em regiões litorâneas.

Para auxiliar no controle e estudo de novas formas de combate ao derretimento das geleiras, diversas nações fazem o acompanhamento por satélite da região do continente Antártico. A pioneira nesse sentido foi a União Europeia, que iniciou a cobertura e estudo da área em 1992.

Um dos principais fatores apontados por especialistas ambientais para esse fenômeno é o aquecimento global, causado pela emissão acentuada de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, produzido em todas as reações de queima.

Por esse motivo, há uma pressão global para o controle, por parte dos governos, da emissão desses gases, tendo sido assinados importantes e complexos tratados a respeito do tema. O mais famoso deles é o Acordo do Clima de Paris, assinado por diversos países da Organização das Nações Unidas, do qual o Brasil faz parte, no qual elas se comprometeram em reduzir as emissões de gases estufa a partir do ano 2020.

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