Crise de moradia na França cresceu nos últimos anos

A fundação humanitária Abbé Pierre divulgou um parecer, onde constatou que cerca de 9% das pessoas que moram na França, estão vivendo em locais muito pequenos e alguns não possuem mais de 15m². O relatório também descobriu que cerca de quatro milhões de habitantes estão morando precariamente ou não possuem nem mesmo uma moradia, indo parar nas ruas.

Notícias revelam que uma das causas da crise de moradia francesa são os aluguéis mais caros, especialmente nas maiores cidades do país. Essa situação acaba elevando o número de pessoas que moram de maneira precária e segundo o relatório, que está em sua 23° edição, são em torno de 15 milhões de cidadãos no país que estão tendo dificuldades para conseguir pagar pela sua moradia.

Esses problemas aparecem de várias formas, como  o aumento do número de moradores de rua  em cerca de 50% entre os anos de 2001 e 2012, chegando a 143 mil pessoas no país morando nas ruas. Existem também as pessoas que possuem casa, mas estão passando por diversas dificuldades para manter as suas moradias, e outras que estão morando em lugares extremamente pequenos.

Os números apresentados por casas muito lotadas vinham diminuindo há muitas décadas, mas depois de 2006 voltou a crescer. A capital francesa é o local onde foram verificadas as situações mais graves de moradias superlotadas, com um aumento de 25% entre os anos de 2006 e 2013.

De acordo com o Insee (sigla em francês para Instituto Francês de Estatísticas e Estudos Econômicos), para saber se uma residência está superlotada ou não, é preciso verificar os cômodos designados para cada morador. Esse cálculo não é feito pela quantidade de metros quadrados para cada pessoa que mora na casa.

Segundo o Insee, residências com quarto e sala são ideais somente para um casal ou para uma pessoa com um filho, por exemplo. Mas existem famílias inteiras morando em apartamentos que não possuem mais que 15m², fazendo com que o princípio de dois cômodos para duas pessoas não seja seguido em casas de famílias mais modestas.

Outras situações chamaram a atenção da fundação Abbé Pierre, como o aumento do número de pessoas que não estão ligando o aquecimento de suas casas no inverno, principalmente por não terem como pagar o sistema de calefação da sua moradia. O relatório identificou que são mais de dois milhões de pessoas, que estão passando frio dentro de suas próprias casas.

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