Falta de chuvas mantém conta de luz mais cara em agosto

Conforme divulgado pelo diretor da ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Luís Eduardo Barata, a parcela de tarifas da conta de luz continuará elevada no mês de agosto, seguindo a tendência do mês anterior. O motivo da alta nos valores do serviço, de acordo com a instituição, é a falta de chuva no período do ano, além de outras adversidades climáticas que encarecem o fornecimento do serviço.

De acordo com o previsto na bandeira vermelha, haverá um custo adicional a cada 100 kWh (quilowatts-hora) na conta dos usuários, no valor de R$ 5. A notícia da ONS pela permanência da tarifa explica que as condições meteorológicas negativas demandam manutenções específicas e frequentes. Além disso, a queda no nível de armazenamento dos reservatórios do SIN (Sistema Interligado Nacional) é outro fator agravante para o fornecimento de energia.

Segundo Luís Barata, a bandeira vermelha de agosto é necessária diante do cenário desfavorável, e ela deverá se manter até o término do período seco. A tendência é a situação permanecer assim até que as adversidades hidrológicas terminem, com a volta das chuvas.

Entretanto, Luís Barata descartou qualquer possibilidade de interrupção no abastecimento durante o período. Apesar do valor salgado, os serviços de energia continuarão sendo fornecidos normalmente, e a recomendação aos usuários é para reduzir o seu consumo . Com disciplina e com um uso racionado de energia, a conta de luz estará menor no fim do mês.

O diretor da ONS explicou que o fenômeno natural que acarretou o problema da seca, o El Niño, também trará a solução para o fim do problema hidrológico. Com a previsão e as notícias de chuva para o sul do país, aguardada ansiosamente pelos especialistas, a melhora nos serviços elétricos da região será resolvida naturalmente.

Luís Barata ainda destacou que a Região Nordeste tem contribuído fortemente para a manutenção do fornecimento elétrico nacional. Favorecidas pela temporada de ventos fortes do Nordeste, as usinas eólicas estão no seu ponto alto de produção, tendência que deve se manter pelos próximos dois meses. Somadas às usinas térmicas, as usinas eólicas têm garantido o fornecimento não só para os setores próximos ao Nordeste, mas também exportando o excedente pelo Sistema Interligado Nacional.

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