A situação do Museu Nacional depois de pouco mais de 2 meses

O Museu Nacional, mais conhecido por Museu da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, sofreu um acidente catastrófico que colocou em chamas um patrimônio de mais de 20 milhões de itens, que representava um dos 4 maiores museus com maior importância do planeta em termos de itens de paleontologia e astronomia. E além disso, o patrimônio administrado pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) estava longe de ser um simples local para ir com a família durante os finais de semana ou feriados para se distrair e aprender, nem mesmo que fosse por osmose, já que aquele espaço estava repleto de história, o qual representava um dos berços da ciência e tecnologia brasileira, moradia da Família Imperial. O que coloca medo aos pesquisadores, funcionários e a população como um todo são as frequentes chuvas, que podem colocar em situação de urgência, já que as estruturas podem ser prejudicadas e o pouco do acervo que havia sido conservado poderia estar sob risco, como é o caso do meteorito de Bendegó, com mais de 4,5 bilhões de anos.

Os responsáveis pelo Museu em entrevista ao Portal de Notícias Extra Online disseram que o grande risco tem sido as chuvas e a rápida elevação da temperatura, que torna o ambiente propício à produção de fungos e ferrugem, com possíveis maiores complicações. E de acordo o diretor do Museu, Alexander Kellner, é necessário que a instituição receba o quanto antes um investimento de 56 milhões de reais, que não estaria nem perto do valor total estimado para reconstrução do patrimônio, que teve um orçamento de 300 milhões de reais, mas que segundo dados do Governo Federal somente houve a transferência de 9 milhões de reais, que ficaram destinados ao escoramento e a cobertura dos escombros do prédio.

O Museu Nacional tinha e ainda tem uma relevância na história do mundo, ele está muito além de ser um centro de pesquisa, ciência e tecnologia, com cultura nacional, ali foi uma espaço que mantinha uma parte da informação intelectual, científica e antropológica da existência da vida e da natureza como um todo, por isso que sua reestruturação é algo relevante à consciência humana.

 

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