Comerciantes de livros enfrentam grande crise que os forçam a fechar suas lojas

A recessão e o aumento dos preços deixaram o comércio de livros lutando para sobreviver, conforme várias notícias publicadas. “Estes são dias sombrios para o livro no Brasil”, alertou uma das principais editoras do país, depois que as crises nas duas maiores redes de livrarias do país deixaram muitos preocupados, alegando que muitas cidades possam ficar sem uma única livraria.

Depois de anunciar o fechamento de 20 lojas em outubro, a rede de livrarias Saraiva anunciou no final de novembro que estava pedindo recuperação judicial, citando uma crise no mercado editorial que combinava quedas constantes no preço dos livros com o aumento da inflação. A cadeia rival, Cultura, também entrou com um plano de reorganização para evitar a falência neste final de ano. O Brasil está no meio de sua pior recessão em décadas.

Em uma “carta de amor aos livros” amplamente compartilhada, o cofundador da Companhia das Letras, Luiz Schwarcz, expôs a dura realidade do atual mercado de livros do Brasil, pedindo aos leitores que comprem livros neste Natal para ajudar o setor a sobreviver. Luiz Schwarcz ganhou um prêmio pelo conjunto da obra na feira londrina de 2017 em Londres.

O escritor brasileiro Paulo Scott disse que a crise teve um enorme impacto negativo na vida dos escritores: “Os lançamentos de livros estão sendo adiados, as vendas de livros não estão sendo repassadas, os editores têm sido muito mais cautelosos sobre o que são vai publicar. ”

Stefan Tobler, editor da editora britânica And Other Stories, que é parte brasileira, concordou. “Eu sigo o que está acontecendo no Brasil com muita tristeza ultimamente. Tem sido muito mais difícil, pois há cinco anos havia uma sensação de que o Brasil havia virado a página. Milhões de pessoas estavam deixando a pobreza para trás. Os escritores brasileiros descobriram de repente que havia um futuro em uma carreira de escritor em tempo integral”, disse ele. “Mas, apesar de os tempos estarem terrivelmente difíceis no Brasil, existe tal criatividade… que estou esperançosa. A maneira como os brasileiros abraçaram a carta de amor de Luiz Schwarcz aos livros mostra uma vontade coletiva de virar a página novamente”.

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