Bancos e commdities apresentam alta nas ações. Veja a opinião de Felipe Miranda co-CEO da Empiricus

Quando você vê uma matéria como esta “Bolsa de Valores sobre 0,15% e fica com média acima dos 100 pontos”, o que vem a cabeça? Investimentos, grandes lucros, ações, muita coisa. Basicamente a Bovespa é um ambiente de negócios, ressalta Felipe Miranda, co-CEO e um dos fundadores da Empiricus.

De acordo com Felipe, o termo “Bolsa” está associado a outros dois termos: Bovespa e Ibovespa. O primeiro diz respeito a Bolsa de Valores brasileira e o segundo ao índice que mede o desempenho das médias das ações nacionais, em especial aquelas de maior destaque em nível internacionais. São ações equilibradas por critérios do mercado internacional que são equilibradas por critérios como volume de negociações e seu volume financeiro.

O co-CEO da Empiricus descreve um fato, no mínimo curioso, sobre o comportamento das ações brasileiras no segundo semestre de 2019. Segundo ele, muitas ações que subiram até metade de setembro foram justamente as que demonstraram um desempenho abaixo do esperado durante todo o primeiro semestre do ano, o que deixaram-nas para trás dos setores de bancos e commodities. Depois disso, o mercado apresentou uma sensível melhora no decorrer do mês, o que contrariou a média de mid e small caps ligadas ao mercado doméstico.

Para ele, a frase “a Bolsa está subindo há três pregões” é equivocada. O que ocorre é apenas uma é uma alta no preço de algumas ações que têm um grande peso no índice de bancos e commodities. Por exemplo, em 09 de setembro, 26 ações de empresas brasileiras com capital aberto na Bovespa fecharam em alta, ante 42 quedas. Nesse caso há mais desvalorizações do que apreciações, o que representa a queda, ressalta o fundador da Empiricus.

Nesse cenário de setembro, os investidores que estavam acostumados a ver seus rendimentos crescerem em 2019, provavelmente está perdendo dinheiro este mês. No entanto, os que estavam perdendo, agora têm um motivo para sorrir.

Esse comportamento não é visto apenas no Brasil. Segundo o co-CEO da Empiricus, situação semelhante é vivida em Wall Street e em outras bolsas do mundo. Na maioria delas houve um fenômeno que caracteriza a rotação de ações, de “growth stocks” para as “value stocks,”, em outras palavras as ações de bancos e commodities sobem muito e os demais setores apresenta queda no valor das ações.

Podem ser fatos isolados, que mudam em poucos dias ou se manter por longos períodos. Isso ocorre porque os papéis das empresas obedecem a ciclos corporativos. Nesse sentido, o comportamento que perdura por intervalos menores que uma quinzena podem ser somente ruídos, com pouca significância do ponto de vista estatístico. Análises mais profundas precisam ser feitas em intervalos maiores.

Felipe Miranda, da Empiricus acredita que há duas explicações básicas para esse comportamento: fluxo e ruído aleatório, que acabam se fortalecendo quando há um cenário de incerteza ou aleatoriedade. O que pode pegar desprevenido o investidor que tem pouca paciência, por isso é importante ter cautela.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *